Esta porcaria nunca tem espaço suficiente para eu postar então mudei a hospedagem. O Inhame Filosofante está de casa nova. Para os interessados ai vai o novo link
http://inhamefilosofante.blogspot.com/
Vejo vocês lá!!!
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Caminho de extrema dor
Onde o grande Amor se manifestou
Garantiu-nos a Salvação
As nossas almas libertou
Que a Via Sacra do meu Senhor
Manifeste para mim seu grande Amor!
I Jesus é condenado.
Como ovelha ao matadouro
Por nós Ele foi condenado
Aceitou com amor a cruz;
Rompeu-nos os grilhões do pecado.
Oh, Cristo vendo-te acorrentado
Faça-me por fim entender
Que foi para livrar-me do pecado
Que aceitaste por mim morrer.
Senhor, que a tua condenação
Seja o penhor da minha conversão!
II Jesus recebe a Cruz.
O pesado patibulum
Ele aceitou sem murmurar
Colocando nos ombros o peso
Do nosso pouco amar.
Ensina-me amado Jesus
A carregar com mansidão
O pequeno peso da minha cruz
Que é sinal de minha Salvação.
Senhor, que vendo-te a cruz carregar
Eu compreenda o que é amar!
III Jesus cai pela primeira vez.
Cansado e abatido pela caminhada;
As dores do mundo Ele carrega;
Do açoite as feridas cobram seu preço –
Ele esmorece – e cai por terra
Olhando-te caído meu Jesus;
Entendo que a minha caminhada
É feita de tropeços e cruz,
Mas que não devo ficar na estrada.
Jesus, tu caíste para me levantar
Que eu aprenda contigo caminhar!IV Jesus encontra-se com Maria.
A mãe vendo seu filho
Com amor os ultrajes suportar
Vai ao seu encontro com lágrimas
Para ambas as dores se encontrar.
Oh doce Mãe Imaculada
Cujo coração a espada transpassou
Mostra-me que na minha caminhada
Jesus não me abandonou.
Cristo, que da maternal dor
Eu entenda o que é o Amor!
Durante a subida do calvário
O cirineu é obrigado a Lhe ajudar.
Nem Cristo ficou solitário
Na hora da cruz carregar.
Jesus até tu tiveste auxílio
Para poder a cruz carregar.
Que meu orgulho não impeça
O teu socorro a mim chegar.
Que a força do meu amor Jesus
Ajude a aliviar a sua cruz!
VI Verônica enxuga o rosto de Jesus.
Quem és tu Verônica
Que vem ao Nazareno ajudar?
Enxuga-lhe do rosto o sangue
Auxiliando-o no seu penar.
Oh Cristo no pano de Verônica
Deixaste as marcas da Paixão.
Coloca também em mim
Os sinais da nossa Redenção.
Jesus, em Verônica devo me espelhar
E levar o conforto a quem precisar!
Abatidos pelo peso da cruz
Mais uma vez Ele cai
Porém o seu Amor o levanta
Decidido olha para frente e vai
Tu caíste novamente, oh Jesus
Para minha fé levantar
Ensina-me a amar a cruz
E com coragem caminhar
Cristo que de sua queda eu aprenda
Que é Teu Amor que me sustenta!
De sua dor Ele esquece
Para as mulheres consolar
Seu coração a elas abre
Confortando seu penar
Oh Jesus no meio do sofrimento
As mulheres Tu podes confortar
Venha sempre ao meu socorro
E volvas para mim seu olhar
Senhor que do meio da minha dor
Eu também saiba mostrar o Amor!
Ao chegar ao cimo do calvário
Cai pela terceira vez, Jesus
Humilhado por tantos sofrimento
E alquebrantado pelo peso da cruz
Jesus Tu te humilhas ao extremo
Para a vida nos garantir
Mostra-me que é caindo
Que aprendemos a subir
Senhor que eu aprenda na humilhação
A encontrar o caminho da Salvação
De Suas roupas é despido
E também da sua dignidade
Assim prepara-se para morte
Que redimirá a humanidade
Dá-me Cristo Tua pureza
Para tudo eu despojar
E seguir nesta vereda
Que é a de Te imitar
Jesus que eu possa do pecado me despir
E do novo homem me revestir
Os pregos perfumaram-lhe a carne
E no madeiro Ele é erguido
A cruz é o Seu trono
De onde liberta os oprimidos
Jesus das Tuas chagas
Nos chega a redenção
Dá-me a graça de seguir-te
Imitando a tua paixão
Senhor que eu aprenda na cruz
A seguir Teus passos, oh Jesus!
E dando um forte grito
O espírito Ele entregou
Pela lança transpassado
Seu coração sangue e água jorrou
Senhor, quero contigo morrer
Para a opressão e o pecado
Dá-me a graça de também, contigo
Para vida ser ressuscitado
Jesus que morreste na cruz para nos salvar
Ensina-me com tal entrega a amar!
Recebem em teus braços mater dolorosa
O corpo do teu filho assassinado
A profecia do velho Simão se cumpriu
E teu coração foi pela espada Transpassado
Quantas mães sentem tal dor
De ver seu filho morrer
Maria interceda por elas ao Senhor
E que elas aprendam contigo sofrer
Cristo que nos braços de Maria permanece morto
Dá-me a graça de em Ti encontrar o conforto!
Com óleos e mirra Lhe embalsamam
Em faixas envolvem Seu corpo
E no sepulcro cravado na pedra
O Cristo é depositado morto
Quisera ser sepultado contigo
Assim morrer para o pecado
E nascer para a nova vida
Deixando o sepulcro abandonado.
Jesus, que por nós foi sepultado
Ajude-me a vencer o pecado.
XV Ressurreição.
A morte não pode vencê-lo
No terceiro dia Ele Ressuscitou
Garantiu-nos uma vida nova;
Das garras do pecado nos salvou.
Jesus tu nos trouxeste a vida;
E da morte nos libertou
Na cruz foste Glorificado
Pois muito nos amou.
Senhor que a tua Ressurreição
Faça-me amar meus irmãos.
Final.
Eu te exalto Santa Cruz
Sinal da nossa Redenção
Pois Cristo remiu o mundo
Quando em ti abriu o coração.
Que a Ressurreição do meu Senhor
Transforme minha vida no Amor.No planeta Sirius, a meio caminho entre a terra e o sol, vivia um povo alegre e feliz; um povo trabalhador e justo, mas injustiçado. Viviam sobre um regime autoritário, extremado. O governante era arrogante, prepotente, ambicioso e burro. Ele era conhecido como Senhor Governador. Fosse na Itália, chamariam-no de Dulce; na Alemanha de Führer; no Paraná de Requião;
O domínio do governante dava-se de duas formas: através da Rede pública de Televisão; e do sistema de ensino decadente, que marginalizava os professores e emburrecia os alunos. Na rede pública de TV, que era conhecida como “educativa”, pois “educava” o povo segundo a cartilha dos poderosos, ele detratava seus poucos opositores; inventava mentiras; subvertia notícias e criava-as novas. Os programas eram panegíricos ao Senhor Governador e criavam uma áurea mística sobre ele; amenizando sua arrogância e disfarçando sua cupidez.
O processo contra a educação era muito pior. Os professores, que naquele planeta precisavam de anos de estudos para chegarem a este cargo, era marginalizados, considerados cidadãos de segunda categoria e mantidos sob um constante regime de opressão e vigilância exercido através dos Núcleos Repressores e de Emburrecimento (NRE). Funcionários do governo com menos tempo de serviço e menos estudos ganhavam mais que os professores. As escolas pareciam presídios e os mestres não tinham recursos para dar aulas. Em casa, os pais de alunos ajudavam o governo incentivando-os a desrespeitar os docentes. O governo tinha o programa Formando Estudantes Retirando-os das Aulas (F.E.R.A.), que ensinava os alunos que aulas são coisas chatas e dispensáveis e professores são coisas ultrapassadas.
Mas por quê a casta dos lentes continuava existindo?
Porque existe uma lei inerente no Universo: todo sistema trás em seu bojo aquilo que vai derrubá-lo. Neste casso eram os professores.
Numa tarde fria e chuvosa, clima da capital do país, os mestres de todo o planeta Sirius reuniram-se e decidiram que era hora de acabar com este regime governamental. Fizeram uma marcha até o Palácio do Senhor Governador, mas foram tratados com indecente desprezo e chamados de vagabundos e oportunistas. É a tal da invisibilidade social. As pessoas de bem só repararam na manifestação porque esta atrapalhou o trânsito e porque seus filhos estavam em casa num dia de semana. Apesar de todos os esforços isto foi uma amarga derrota para os professores.
Uma segunda tentativa foi feita. Resolveram que desta vez iriam pela surdina, agiriam em seu terreno de luta: as salas de aula. Ensinariam seus alunos a buscar tudo o que é bom, belo e verdadeiro; a não se conformar com o mundo, mas transformá-lo através da renovação de suas mentes. Foi um trabalho de semanas, meses e anos, mas ao cabo de algumas décadas começaram a surgir os frutos: Voltaires, Rosseaus e pensadores de vários calibres; cidadãos críticos; jovens com sede de mudar o mundo.
Começava uma nova Era: a Era das Revoluções.Hoje eu fui numa missa diferente. Era uma festa de um seminário, refletindo o mês das missões.Lá o tema era “A Missão a serviço da paz.” Uma das leituras, tirada do livro de Isaías dizia assim : “as espadas virarão enxadas e as lanças virarão foices”. Sabe, era isto que eu queria que acontecesse. Não me importa se “Sim ou Não”, eu quero a PAZ!
Fruto Proibido
Já entreguei-me ao teu Amor.
De tal Loucura fui acometido.
Sem ti tudo é apenas dor,
Mas, para mim, tu és fruto proibido.
És bela, mui bela, minha senhora
E por teus poros exala libido,
Mas não posso tê-la agora
Porque, para mim, tu és fruto proibido.
Nos teus lábios queria me deleitar;
Tocar onde o Amor foi concebido;
E nos teus braços poder sonhar
Que não és mais fruto proibido.
Não quero deste sonho despertar.
Porém, sem ti, acordo entristecido
Como dói mais uma vez lembrar
Que ainda és fruto proibido.
Buscando nisto um sentido.
Sei que meu Amor por ti é belo,
Mas quando deixarás de ser fruto proibido?
DUAS FLORES
Duas flores de lasciva,
De volúpia carmesim.
Duas flores perfumadas,
Entreabertas para mim.
Duas flores oferecidas
Exalando amor sem fim.
Duas flores, muitos amores
De beleza cor carmim.
Duas flores para amar;
Amar amor quase sem fim.
A República é uma falácia.
Esta frase exprime tudo o que eu estava sentindo, mas não estava conseguindo exprimir. A deputada Luciana Genro disse-a durante a sessão de cassação do dep R. Jefferson. Realmente é isto que eu estou sentindo.
Não faz mais sentido esta nossa forma de governo, porque ela é uma falácia; um engodo.
Os defensores da democracia que se ponham em seu lugar. Como diria Thoreau (um cara que eu admiro muito, escritor e inventor do tema Desobediência Civil): se evoluimos de uma monarquia absolutista, para uma monarquia constitucionalista e disso para a república, será que não é de se pensar que um dia evoluiremos da democracia para algo melhor? Não nessas palavras, mas neste conteúdo.
A democracia não é o mais bem acabado, nem a melhor forma de governo. Temos que parar de nos enganar e procurar melhores formas. Algo que use os avanços tecnologicos e a participação popular como base. Que parta de uma inclusão de todos os seres humanos e não da escolha de uns supostos "melhores".
Por que falo tudo isto? Como diz Rosseau no "do Contrato social": "se sou obrigado a votar, mesmo não faznedo parte da política, é meu dever interessar-me por estas coisas."
Que Deus suscite no meio de nós um novo idelaista que crie uma forma de governo no mínimo mais humana e menos injusta.
Está bem o título é maldade minha, mas creio que ele é, por vezes, bem verdadeiro.
11 de setembro foi o dia marcante. A grande nação foi atacada. As torres cairam. O que veio depois foi um show de baixarias e erros bem piores do que este, mas...
Bom, um país que se nega a aceitar ajuda internacional depois de ser atingido por um furacão (que havia sido previsto com alguns dias de antecedência) deve acabar debaixo de litros e litros de água (porque na merda eles já estão faz tempo).
Não tenho armas. O mais perto disso é a minha faca. Mas uso as palavras para dizer o que penso e uma coisa que aprendi com a professora Yole é não ter medo das palavras.
Acho que um país como os EEUU deve se acabar de maneira bem mediocre... como um furacão, ou uma ataque de um bando de barbudos subdesenvolvidos... Nada de armas nucleares. A maneira mais idiota é que vai acabar com os EEUU...
Se não tenho pena dos norte-americanos: eles que migrem pro México... ahahahaha
Ainda lembro das vezes que sai da casa com um isopor pendurado nas costas e ia vender picolé no campo de futebol, durante o tornei de várzea. Com apenas oito anos eu ajudava na renda familiar e me divertia muito com aquele apito.
Ainda lembro que nossos jogos de futebol sempre terminavam em briga, mas depois íamos ao riozinho e tomávamos banho. Se minha mãe soubesse, eu não estaria mais vivo para contar isto.
Ainda lembro de ir ao lixão buscar latas para fazer carrinhos e das corridas que fazíamos com os mesmos.
Ainda lembro da pizza que o pai de um amigo, que era lixeiro, ganhava no serviço e trazia. Desde aquela época eu gosto de pizza no café da manhã.
Ainda lembro das piadas obscenas, das revistas de sacanagem e das nossas conversas sobre meninas que fazíamos numa construção abandonada.
Ainda lembro dos circos que vinham ao bairro e tinham luta de Telecat, a Monga e outras atração que moldaram o kitsh na minha alma.
Ainda lembro das corridas de bicicletas pelos carreiros, mata e ruas. Muitos joelhos ralados e algumas galáxias conhecidas.
Ainda lembro dos sonhos de criança. Um queria ser caminhoneiro; outro jogador de futebol;outro queria trabalhar na Copel; outro queria ser rico; e eu queria ser diplomata.
Ainda lembro que nunca tiraram sarro do meu jeito de falar até eu entrar no CMC; e ninguém ligava se eu dizia “pranta”, “praneta” e “frora”.
Ainda lembro quando um de nós ganhou um vídeo game era a maior alegria nos dias de chuva e quando íamos dormir na casa um do outro.
Ainda lembro das brigas, competições e rivalidades com os outros grupos de meninos do bairro.
Ainda lembro da nossa viagem de trem num dia de aniversário.
Ainda lembro das nossas histórias, causos, façanhas e da vez que encontramos um cadáver e fugimos da polícia.
Ainda lembro quando cada um foi para um lado e quase não nos vimos mais.
Ainda lembro daquele pó, aquelas cores das tardes de brincadeira, aquele cheiro de pinhão cozendo e aquele gosto de felicidade que não vou esquecer.
Ainda lembro de como éramos amigos...
Esta é das antigas. Uma homenagem a um amigo que salvou minha vida e nem sabia que esatav fazendo isto...
Deus...
Às vezes passo boas horas em vossa companhia... Quando estou com os amigos; com minha família; na Pastoral da Juventude; na Pastoral Social; quando volvo meus olhos para os pobres; ou simplesmente quando rezo!
Mas hoje está difícil! Não consigo rezar... Não tenho força para nada! Ontem eu tive duas grandes provas: a primeira é que Você existe e deve ter um grande plano para mim, pois eu tentava de todas as maneiras e com todos os meios me ferir, mas não conseguia; a segunda é que tenho grandes amigos, porque se não fosse por uns telefonemas a merda teria sido feita.
Mas não passou! A dor e a solidão aumentam a cada dia. Certa vez li uma definição de solidão que eu acho bem precisa para o meu caso: “solidão é gostar de alguém que gosta um pouco menos da gente.” È isto que se passa... Posso parecer ingênuo, às vezes bobo, mas eu conheço muita coisa e sei quando estou sendo enganado...
A cada dia eu penso em Ti Jesus. Às vezes acho que faço muito para que o seu Reino aconteça no meio dos Homens; às vezes acho que não estou fazendo nada. Descobri, ou melhor, entendi o que o Senhor quis dizer com: “O Reino dos Céus está dentro de vós.” Isto quer dizer que cada homem e mulher é um pedaço dele; e que cabe a cada um fazer com que este Reino floresça no seu coração. Cabe a mim mostrar isto as pessoas... Mas eu me pergunto: não é isto que eu venho fazendo por todos estes anos?! Então por que este reino demora tanto? Um dia, uma freira me falou que a gente lança a semente, mas esta só vai germinar quando for o tempo certo, e isto pode demorar um pouco... Mas eu sou jovem e tenho pressa.
Gostaria apenas de ter certeza. Certeza de que sou amado por alguém. Pode parecer besteira, mas acredito que um “muito obrigado”; um “valeu”; um “você é legal” de vez em quando cai bem. Não reclamo dos meus amigos; destes eu falo sempre para Ti. Tu sabes de quem eu falo. Não quero recompensas na Terra; eu só queria um apoio para continuar.
Tu me dizes para me apoiar em Ti, mas isto é muito vago. Eu não consigo mais. Dói muito aqui dentro; uma dor inquieta e latente; uma dor calma e furiosa. Eu tento falar Contigo, mas só saem gritos de desespero. Por que Você não me responde? Ou se responde, por que não de uma maneira que eu possa entender? Eu posso posar de intelectual, sabichão, espertão, mas sou um grande idiota quando se tratam destes assuntos.
Desejei muito querer sofrer por compreender o que é o Amor. Hoje sofro por causa dele, mas não o entendo. Será que antes de provar a doçura do Amor eu tenha que passar pelo crivo da Dor? Amor pode rimar com Dor, mas não são condicionais um do outro. Esta foi uma concepção criada; inventada pelos Homens, assim como a noção de Trabalho e de Poder. Os Homens fazem muito disto: pegam os valores e mudam ao seu bel prazer e nós, trouxas, acreditamos nisto fielmente. Posso provar por A+B que esta idéia de amor-sofrimento foi criada, mas como explicar o que sinto no meu peito agora? Não estou sofrendo por causa de um Amor não correspondido? As pessoas vão dizer que a vida é mesmo assim, mas eu não aceito: se elas relativizam as coisas e os valores, eu também posso; não preciso aceitar tudo o que já me vem pronto.
Olhando a cruz eu vejo que o Senhor também sofreu por causa do Amor. Mas o meu amor é diferente. Não é puro, nem desinteressado como o teu. Ele é meio egoísta, meio estranho. Alguns podem dizer que é paixão, mas não acredito que seja! Mas na tem revolta, só desejava que ela se encontrasse, mas se isto só é possível longe de mim paciência. Só queria que o Senhor desse-me forças para suportar tudo isto. Ou melhor: já que o Senhor a colocou em minha vida, que a tirasse.
Desculpe-me por falar tanta merda, mas eu precisava desabafar e os ouvidos dos meus amigos já estão abarrotados com as merdas que eu digo. E também porque creio que só o Senhor pode acabar com esta tristeza em meu coração. Afinal, Você não é Deus?
Se falo assim Contigo é porque sei que serei escutado, e mesmo se nada dissesse e pedisse, sei que seria atendido, pois já me ouviste quando eu nem sequer falei, e me atendeste quando eu nem orar sabia.
Se brigo Contigo é por saber que me ouves...
Isto deve ser ter fé...
Amém.
Cena 1.
CENSURADO
Cena 2.
Aristóteles assim define esse tema em sua Ética a Nicômaco: “O bem do homem vem a ser uma atividade da alma de conformidade com a virtude, e se as virtudes são várias, de conformidade com a melhor e mais completa entre elas, e ademais devemos acrescentar que tal atividade deve estender-se por toda a vida”
Agir conforme uma virtude. A idéia de virtus (desculpa a brincadeira, mas esta palavra me lembra um remédio para hemorróidas que eu usava...), que nos chegou através dos romanos, consiste em valores morais absolutos que devemos crer e seguir (Honor et Gloria do Gladiador...). A justiça, a fé, a honra, o dever. Todas estas virtudes devem seguir de guia para a ética. Ou então a busca pelo o que é “bom, belo e verdadeiro.”
Cena 3.
A ética burguesa existe para um único fim: manter o status quo de uma sociedade pútrida, perversa, criadora de monstros, geradora de fome e miséria. Cria-se uma idéia do que se tem por verdadeiro: que cada um cuide da sua vida e que se lembre sempre que o mundo é dos espertos, ou dos que tem dinheiro (nunca esqueci a história que o mestre Elfo conta que viu em SP).
Agora cá entre nós: qual dessas coisas que a sociedade burguesa defende se encaixa dentro da concepção de virtu ???
Cena 4.
Justiça Social. A Doutrina da Igreja Católica nos ensina que o que devemos fazer é Justiça Social. Se alguém passa fome e você dá de comer, mais do que caridade isto é Justiça Social! Se alguém é injustiçado e você denuncia é Justiça Social! Se você tenta mudar o mundo, isto é Justiça Social!
Cena 5.
Criar novas consciências não é fácil. Desconstruir conceitos e preconceitos é mais difícil ainda. Mas eu sou um sonhador e por isto acredito no que acredito e tornei-me um professor. Mais do que revoluções, guerras e datas eu quero ensinar meus alunos a pensar, nem que depois eles venham me questionar e dizer que eu estou errado. Seria uma honra se isto acontecesse!!!


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